Liderança Exponencial Na Nova Era

Você já parou para pensar nas transformações que o mundo está passando e nas inúmeras mudanças que estão acontecendo neste exato momento?

Inclusive, que as empresas e os profissionais de uma forma geral, estão mudando a forma de se organizar para estabelecer relações de trabalho? Que cresce a  necessidade de formar mais líderes e cada vez menos de formar chefes?

Um fenômeno interessante está ocorrendo… A autoridade formal de chefe está em decadência, enquanto a autoridade moral, que podemos chamar de liderança, está cada vez mais necessária e presente nestas relações de trabalho e nas transformações do mundo.

“Grandes líderes devem ter duas coisas: uma visão do mundo que ninguém tem ainda e a capacidade de comunicar claramente essa visão.”  Simon Sinek.

Isso me fez lembrar também de Stephen Covey, que já em 2005, no seu livro o 8º. Habito – Da Eficácia à Grandeza, ele utilizou muito bem a metáfora da equipe de rafting e da equipe de remo, para chamar a atenção sobre as mudanças nos padrões de liderança. No lago o timoneiro (o chefe), dita o ritmo e faz os ajustes da equipe através do seu comando. Na descida do rio, no meio a águas turbulentas não há como ter uma voz de comando, as pessoas devem ter dentro delas os conhecimentos e habilidades, iluminados por princípios e discernimento que as levem a tomar a decisões na hora (liderança situacional), caso contrário não vai funcionar.

Atualmente, a velocidade das mudanças  e os impactos que elas exercem na vida das pessoas, das organizações e seus projetos, é cada vez maior e mais forte.

LIDERANÇA EXPONENCIAL

Segundo Lisa Kay Solomon (2018), diretora executiva de práticas transformacionais da Singularity University, há quatro perfis da liderança que ela denominou de exponencial. Na sua abordagem, um LÍDER EXPONENCIAL precisa enfrentar as exigências dessa nova era e esse é o tema do blog desta semana.

A LIDERANÇA EXPONENCIAL, é capaz de alinhar esses quatro perfis e utilizar as habilidades de cada um para orientar o futuro. Então, convido você a criar um entendimento sobre cada um desses perfis:

1- O líder futurista é um eterno aprendiz, com capacidade de enxergar a partir dos dados atuais novas possibilidades, antecipando cenários. Entende que é preciso ir além das previsões e tendências. As ferramentas que temos hoje são muito úteis para gerenciar riscos e prever cenários, mas enxergando o futuro como muito mais do que uma nova versão de eventos passados, vendo que existem inúmeras variáveis imprevistas.

Então, para desenvolver essa habilidade seja curioso, interessado em conhecer novos pontos de vista e reúna as ferramentas capazes de misturar análises preditivas com práticas criativas.

2- O líder inovador, precisa ser corajoso e sem medo de errar, estar aberto a novos pontos de vista, ser incentivador da experimentação, abrir mão das estratégias Também, está sempre enxergando na perspectiva do cliente, como um observador curioso, sobre as pessoas e suas necessidades.

Logo, para desenvolver essa habilidade desenvolva a sua capacidade de observação. Procure enxergar as necessidades que seu cliente precisa. Então, avalie possibilidades de soluções na perspectiva dele antes de oferecer produtos, serviços ou sistemas.

3- O líder tecnólogo precisa entender que as novas tecnologias impactam todas as áreas e trazem novas formas de ver e de viver.

Compreender isso é a forma mais natural de aceitar que as mudanças virão e se preparar para elas.

Para desenvolver essa habilidade seja antenado com as mudanças e tendências, estude e pense a respeito das implicações éticas, morais e sociais que a tecnologia trará para as indústrias e para a nossa sociedade.

4- O líder humanitário precisa utilizar suas habilidades de liderança futurista, inovadora e tecnóloga para a vida das pessoas que tocam e da sociedade como um todo. Isso abrange o comprometimento com a transparência e a responsabilidade social e ambiental, que deve ser tão forte quanto com os resultados financeiros.

Para se tornar um líder humanitário, você precisa ser consciente, positivo e liderar a mudança de forma ecologicamente correta para desenvolver um ambiente de trabalho significativo, com uma cultura positiva, que promova a equidade, incentive a inclusão e a diversidade e mantenha as pessoas felizes e motivadas.

A minha conclusão sobre a liderança na Nova Era é, que precisamos de lideres com capacidade e discernimento para além de ter que lidar com a velocidade das transformações na nova economia e cenário global, serem muito conscientes da sua responsabilidade social na formação das pessoas, nas organizações e na sociedade.

Líderes íntegros, hábeis em se relacionar, em criar conexões, com qualidades para liderar bem e pelo bem, tais como: responsabilidade pessoal, um olhar compassivo e serviço ao outro. Com capacidade de integrar a consciência da cabeça e do coração para tomar decisões, que não sejam brutais (sendo puramente racionais) e nem tampouco ingênuos (levados pela emoção). No meu ponto de vista, essas são características de liderança que as nações e suas empresas deveriam formar e, principalmente que a humanidade precisa!

E para você, o que devemos trans-formar nas lideranças para lidarem com os desafios das novas tecnologias no mercado e comportamentos? Como se preparar para um cenário em constante transformação?

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *